Safra de uvas de altitude de SC terá incremento de 30%

Colheita será celebrada com a 4ª Vindima de Altitude, em março

A safra de uvas de altitude de Santa Catarina em 2017 será 30% maior do que no ano passado, com um total previsto de 1,6 milhão de quilos colhidos. “O inverno mais rigoroso e as estações mais definidas garantiram a dormência correta dos parreirais e a boa maturação dos frutos’, explica Guilherme Grando, presidente da Vinho de Altitude – Produtores Associados e diretor comercial da Vinícola Villaggio Grando, de Água Doce.

Para comemorar a colheita, entre 3 e 26 de março acontece a 4ª Vindima de Altitude, circuito cultural itinerante e gratuito realizado no centro de São Joaquim e nas vinícolas da Serra e do Meio Oeste catarinense, sempre aos finais de semana (de sexta a domingo).

O incremento na safra é uma boa notícia para os produtores que, em 2016, também em função do clima – geada tardia em setembro e excesso de chuvas –, viram a colheita ser 30% menor do que no ano anterior, alcançando 1,2 milhão de quilos.

Segundo Grando, o potencial de colheita para as uvas de altitude é de 2 milhões de quilos, volume que deve ser alcançado em 2018, se permanecer o mesmo clima favorável. As principais uvas produzidas são Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc, mas a partir deste ano começam também ser colhidas variedades italianas (Sangiovese e Montepulciano) e portuguesas (Touriga Nacional), que se adaptaram muito bem ao clima da Serra e Meio Oeste catarinense e cujos rótulos devem chegar ao mercado até 2018.

O cenário, conforme Grando, está muito favorável para o vinho catarinense de altitude. “Existe um interesse cada vez maior pelo nosso produto, que está focado em qualidade, não em volume”, afirma. “O consumo vem aumentando cerca de 15% ao ano nos últimos dois anos, o que tem motivado o incremento na produção e o lançamento de novos rótulos, além de investimentos no enoturismo”, argumenta.
Das 35 vinícolas produtoras de uva da área de atuação da Vinho de Altitude, 20 produzem e comercializam cerca de 160 rótulos, alguns deles premiados no Brasil e no exterior. São 1,4 milhão de garrafas, com um faturamento estimado em R$ 150 milhões.

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